Mundo
Marine Le Pen deverá ser candidata à Presidência francesa
O anúncio foi feito ao início da noite desta terça-feira pela líder da extrema-direita francesa em entrevista à TF1. Le Pen viu hoje o tribunal de recurso a diminuir a pena de proibição de exercício de cargos públicos, o que lhe abre caminho para avançar com uma candidatura ao Eliseu nas Presidenciais de 2027.
Le Pen foi condenada a três anos de prisão, dois deles de prisão são de pena suspensa e um ano de pulseira eletrónica. Foi ainda condenada a pagar 100 mil euros de multa. Le Pen tem condições para se candidatar às Presidenciais de 2027, já que o tempo de ineligibilidade conta a partir da primeira decisão, em março.
Em entrevista à TF1, Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, anunciou que irá concorrer à presidência em 2027, decisão que surge após o tribunal de ter encurtado a pena inicial de cinco anos de proibição de exercer cargos públicos.
Le Pen fora condenada por usar dinheiro do Parlamento Europeu para pagar salários a funcionários do seu partido Rassemblement National (RN).
Esta terça-feira, o tribunal de recurso de Paris manteve a condenação, mas reduziu a proibição de se candidatar a cargos públicos.
Está aberto o caminho para que a líder da extrema-direita se apresente às eleições do próximo ano, apesar de Le Pen ter dito anteriormente que não faria campanha eleitoral com pulseira eletrónica.
Está aberto o caminho para que a líder da extrema-direita se apresente às eleições do próximo ano, apesar de Le Pen ter dito anteriormente que não faria campanha eleitoral com pulseira eletrónica.
"Quando se é candidato às eleições presidenciais, é necessário ter total liberdade de movimentos, o que não acontece se se usar uma pulseira eletrónica", afirmou na altura, em declarações ao canal LCI.
Le Pen, com uma proibição inicial de cinco anos na possibilidade de concorrer a cargos públicos, saiu do tribunal com esse tempo reduzido para 15 meses efetivos.
O RN lidera as sondagens para as eleições de abril e Le Pen, que já tentou por três vezes a Presidência nos últimos 15 anos, anunciou “esta noite sou candidata à eleição presidencial”.
Entretanto, a agora potencial candidata já anunciou que vai recorrer para o Supremo para que lhe seja retirada a pulseira eletrónica, pormenor que vê como vital para uma campanha eleitoral sem condicionamentos. Esse pedido implica desde logo efeito suspensivo ao uso daquele mecanismo de vigilância judicial.
As aspirações políticas da líder da extrema-direita francesa estavam em
suspenso desde março do ano passado quando foi proibida de exercer
cargos públicos durante cinco anos por desviar verbas europeias. Le Pen
recorreu e a decisão final foi hoje conhecida.
De acordo com a juíza, o entendimento do tribunal é que os factos em causa são graves, porque decorreram durante 11 anos, ou seja, três mandatos do Parlamento Europeu, envolvem uma soma elevada, de quase 3 milhões de euros.
O tribunal considera ainda que os factos contribuem para uma quebra de confiança e para o descrédito das instituições europeias, quando os eleitos têm o dever da exemplaridade.
Considera quinda que, ao beneficiar de fundos públicos do PE para contratar funcionários para o partido, o partido quebrou a igualdade legal que deve existir em relação a outros partidos.
A presidente do Reagrupamento Nacional (RN) foi considerada culpada dos crimes de desvio de fundos públicos europeus, na qualidade de deputada ao Parlamento Europeu, e de cumplicidade em desvio de fundos públicos, enquanto presidente do partido.
Marine Le Pen foi ainda condenada ao pagamento de uma multa de 100 mil euros.
Marine Le Pen foi ainda condenada ao pagamento de uma multa de 100 mil euros.